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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Catira ou Cateretê

Um salve a nossa tradição a nossa boa e velha moda de viola que vem resistindo através do tempo, atravessando gerações e mantendo viva a paixão pela verdadeira musica sertaneja.
Hoje vamos falar de uma dança genuinamente brasileira, A Catira ou Cateretê.
A catira ou cateretê é uma dança típica do interior do Brasil, principalmente na área de influência da cultura caipira (Mato Grosso, norte do Paraná, Minas Gerais, Goiás, interior de São Paulo e Mato Grosso do Sul). Ninguém sabe ao certo a verdadeira origem dessa dança, alguns acreditam que foi uma mistura de várias culturas a africana, espanhola, indígena e a portuguesa.
Segundo historiadores, a dança foi incutida no caminho das bandeiras, pois era praticada pelos peões dos Bandeirantes, e assim foi sendo defendida pelos peões por onde eles passavam, em festas de São João, São Gonçalo e Nossa Senhora da Conceição.
A dança é apaixonante e envolvente me lembro da primeira vez que vi uma apresentação de catira na TV, no programa Viola Minha Viola fiquei encantada, meus olhos brilhavam e eu tentava imitar os movimentos.
A dança que antes era executada exclusivamente por homens já tem traços da modernidade, encontramos mulheres, crianças dançando.
A dança é formada por seis a dez componentes e mais uma dupla de violeiros, que tocam e cantam a moda.
O catira, dança que é, segue o ritmo da moda de viola e do recortado.
Algumas duplas fazem uma homenagem ao catira nos shows. Eu tive o prazer de ver alguns artistas, como Zico e Zeca, Lio e Léo e as meninas do Barra da Saia fazendo o recorte da viola e presenteando o publico com uma demostração do catira.








quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Lourenço e Lourival




Essa semana escutando o CD de Lourenço e Lourival fiz uma viagem no tempo passei por terras desconhecidas revi valores já esquecidos e relembrei como é bom escutar a musica sertaneja raiz, ao som da viola bem afinadinha escutar lindas histórias, conhecer um sertão que não existe mais e compartilhar através de voz de Lourenço e Lourival toda emoção, lutas vitorias e decepções de um povo.
Adoro o sertanejo universitário e gosto muito da levada do arrocha, mas a minha grande paixão é a melodia, a poesia o toque da viola, eu amo o Sertanejo Raiz. Hoje vou compartilhar algumas musicas dessa dupla, Lourenço e Lourival mais conhecidos como "As vozes de Cristal".


Com 45 anos de muito trabalho A humildade e simpatia são marcas registradas destes irmãos. Nascidos na região de Ribeirão Preto, os irmãos Arlindo (Lourenço) e Antônio (Lourival) tiveram uma infância humilde. Filhos de lavradores, trabalharam na lavoura desde pequenos, mas já sonhavam com a vida artística. Nas horas vagas, a imaginação transformava as enxadas em violas e latinhas velhas em microfones.
Aos 14 anos começaram a cantar na Rádio 79, em Ribeirão Preto, no programa "Festinha na Roça" do Compadre Barbosa, componente da dupla Barreiro e Barroso.

Aos 15 anos mudaram-se para São Paulo, onde começaram a trabalhar na Rádio América. Foram contratados pela gravadora Continental, ainda com o sêlo Chantecler, onde gravaram 2 discos de 78 rotações e posteriormente seu 1º LP.

Pouco tempo depois foram para a Rádio Bandeirantes, no programa Serra da Mantiqueira e, logo após, para a Rádio Nacional, onde tiveram como companheiros de trabalho nomes como Tião Carreiro e Pardinho, Abel e Caím, Zé Fortuna, entre outros.

Em 74 foram trabalhar no programa Linha Sertaneja Classe A, na Rádio Record, juntamente com Zé Bétio e José Russo, onde permaneceram durante 16 anos. Lá receberam o título carinhoso de "as vozes de cristal".

Lançaram mais 30 LPs pela gravadora Chantecler, trabalhos remasterizados e disponíveis atualmente em CDs, e 15 títulos pela gravadora RGE.
Entre os inúmeros sucessos emplacados por Lourenço & Lourival, estão "Se ainda existe amor", "Canga do tempo", "A caneta e a enxada", "Menina da aldeia", "Armadilha do destino", "Velha porteira", "A cruz que carrego", "Meu reino encantado", "O telefone", "Anel de noivado", "Como eu chorei", "Franguinho na panela" ...







domingo, 15 de julho de 2012

Pena Branca e Xavantinho

Na lida dura da roça Pena Branca e Xavantinho aprenderam a apreciar a "Música Caipira" a tal da moda da viola ainda na infância; sem imaginar que no futuro não tão distante iriam pisar nos palcos do Brasil mostrando a beleza da poesia inserida nas composições cantadas por eles.

Hoje vamos falar da dupla Pena Branca e Xavantinho que tem uma importância muito grande no cenário musical brasileiro.

 Dupla sertaneja formada pelos irmãos José Ramiro Sobrinho, o Pena Branca e Ranulfo Ramiro da Silva, o Xavantinho. Pena Branca nasceu em Igarapava, em 1939, e viveu boa parte da vida na cidade mineira de Uberlândia. Ranulfo Ramiro da Silva, o Xavantinho, era seu irmão e nasceu em Uberlândia em 1942. Em 1958 eles começaram a cantar, apresentando-se em uma rádio de Uberlândia. Mudaram-se para São Paulo para tentar a vida artística em 1968. Com o tempo, Pena Branca e Xavantinho tornaram-se exemplos da música sertaneja caipira, considerada "de raiz", em relação à música sertaneja com influências country que se popularizou nos anos 90.

Em 1980, Pena Branca e Xavantinho se inscreveram em um festival da TV Globo com a música Que Terreiro é Esse? e chegaram à final. Também nesse ano, a dupla lançou o disco Velha Morada, com músicas como Cio da Terra, composta por Milton Nascimento e Chico Buarque, e Calix Bento, além da canção finalista no festival. Durante a carreira, gravaram com nomes como Milton Nascimento, Rolando Boldrin, Fagner e Almir Sater, entre outros. Em 1990, conquistaram o Prêmio Sharp de melhor música interpretando Casa de Barro, de Xavantinho e Moniz, e melhor disco, com Cantado do Mundo Afora. Em 1992, o disco Ao Vivo em Tatuí, com Ricardo Teixeira, ganhou o Prêmio Sharp de melhor disco.

Nos anos 90, a dupla iniciou shows internacionais, tocando em lugares como os Estados Unidos. Com a morte de Xavantinho, em 1999, Pena Branca continuou em carreira solo.
 Em 2001, o músico recebeu o Grammy Latino de Melhor Disco Sertanejo com o álbum Semente Caipira, gravado com o grupo Viola de Nóis. O último trabalho de Pena Branca foi Cantar Caipira, de 2008. Em fevereiro de 2010 aos 70 Pena Branca nos deixou.

Com um trabalho voltado para a valorização do homem do campo, essa dupla conquistou desde o público de exposições agropecuárias até platéias de casas noturnas sofisticadas. De norte a sul do país, tocaram os corações brasileiros ao resgatar nossas raízes culturais e ao denunciar o sofrimento do povo por meio de letras corajosas e interpretações tocantes.